3 de novembro de 2011

"O tempo foi diluindo a tua presença na minha vida. Quem sabe um dia também dissolva a tua imagem da minha memória e eu consiga finalmente esquecer-me de ti. Não é o que quero; porém era o que deveria fazer. Nunca somos os donos do nosso coração. O meu não é meu, porque quando amo profundamente estou a dá-lo a outra pessoa, tal como Salomé quando reclamou a cabeça de São João Baptista.
Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois, quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. Às vezes volta maior, se o amor foi feliz; outras, regressa feito numa bola de trapos, é preciso reconstruí-lo com paciência, dedicação e muito amor-próprio. E outras vezes não volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar ao nosso lado." Margarida Rebelo Pinto

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